Transporte público em Belém: haja paciência!

Até quando a população de Belém estará à mercê das empresas de transporte público que atuam na capital? De um lado empresários comprometidos em mancomunar com o poder público na típica extorsão anual e quase cultural travestida na necessidade do aumento na tarifa, de outro lado, os funcionários que em época de greve pedem a compreensão e o respeito do cidadão, mas na hora de demonstrar reciprocidade não o fazem. O que vemos é exatamente o contrário disso. Só quem precisa utilizar esse tipo de transporte é quem sabe do desrespeito sofrido quase que diariamente. Esses mesmos que pedem a compreensão “queimam” os pontos de ônibus, não param para pessoas idosas ou deficientes, agem com grosseria no trato com os passageiros, além de testarem a paciência dos trabalhadores na espera pelos mesmos. Essa, aliás, parece ser a máxima dessas empresas ultimamente: estender o tempo fora de casa, e encurtar a grana no bolso dos trabalhadores.

Quem necessita de tal serviço não tem mais nem o direito de programar o próprio dia, haja vista a ‘avacalhança’ que está esse sistema. Os ônibus não têm mais horário para passar.  Passageiros são obrigados a sair com duas horas de antecedência de suas casas, e a prolongar suas jornadas por mais duas horas perdidas entre a espera pelo transporte e o engarrafamento na hora de voltar para casa após um longo e cansativo dia de trabalho. Como se já não bastasse ter que enfrentar o sucateamento, o calor, e a superlotação ocasionada pela falta de frota.

Até quando será a população a se adaptar aos sistemas falhos dessas empresas que tratam seus clientes com tanto desrespeito? Afinal de contas o serviço das empresas de transporte público é feito sobretudo para a população. Eles é quem deveriam se adaptar às necessidades, aos costumes e a rotina da população usuária de transporte público. Haja paciência!

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