Segup afasta policiais envolvidos em chacina de Pau D’arco

Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) informou o afastamento de 21 policiais militares e 8 policiais civis que participaram da ação que resultou na morte de 10 agricultores  na fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco. De acordo com as informações divulgadas hoje à tarde pela Segup, os 29 policiais foram afastados de suas atividades de rotina e vão colaborar com as investigações da Polícia Civil. Delegados permanecem na fazenda Santa Lúcia e  já ouviram um dos  integrante do grupo de agricultores que ocupava o local.

Nove homens e uma mulher morreram na ação ocorrida na quarta-feira (24). A Segup disse que os policiais foram recebidos à bala quando tentavam cumprir 16 mandados de prisão contra suspeitos do assassinato de um vigilante da fazenda, no fim de abril.

A Ordem dos Advogados do Brasil do Pará (OAB-Pará) informou na quinta-feira (25) que pediria o afastamento dos policiais para que não houvessem entraves nas investigações. Segundo a OAB-Pará, os policiais removeram os corpos do local do crime, uma conduta considerada irregular que compromete a perícia e a investigação do caso.

O secretário de Segurança Pública do Pará, Jeannot Jansen, afirmou que as mortes serão apuradas por uma equipe isenta e as equipes que participaram da operação vão responder a inquéritos. Segundo os peritos do Instituto Médico Legal, em três corpos havia perfurações a bala na cabeça e nas costas.

Parentes de vítimas da chacina contestam a versão dos órgãos de segurança do Estado de que os policiais reagiram a um ataque dos colonos: segundo os trabalhadores rurais, a polícia chegou na cena do crime atirando.

Onze armas apreendidas com os posseiros na ação foram encaminhadas para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), em Belém. As armas e coletes dos policiais civis e militares que participaram da ação já foram apresentadas e também serão encaminhadas para a perícia.

Ainda nesta sexta, representantes do Ministério Público do Pará (MPPA) vão ouvir depoimentos de familiares das vítimas em Redenção. O procurador geral do MPPA, Gilberto Valente, foi à Redenção e já anunciou que vai determinar a abertura de inquérito para apurar se houve excessos na operação.

 

Fonte: G1 Pará

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