Professora vira prostituta de luxo em Brasília

Tudo pela vontade de não ser mais assediada no ambiente de trabalho, foi uma das motivações para que a advogada e professora de direito Cláudia de Marchi de 36 anos, largasse o emprego e se tornasse “acompanhante de luxo feminista”. Como ela se define.

Cláudia atende como prostitua em Brasília, há dois anos, e, segundo ela, só aceita cavalheiros “com português correto”, “intelecto de dar inveja” e que lhes deem muitos beijos. Nos anúncios, a ex-advogada ainda Informa que “ama sexo anal”, que detesta ser chamada “de meu amor” e que quem quiser “jantar em restaurante, aquela balela toda” tem que pagar a mais para ter a companhia da moça.

A acompanhante está lançando o livro “De encontros sexuais a crônicas – O diário de uma advogada e acompanhante de luxo feminista”. Ela deu uma entrevista ao blog Universa, do portal UOL, em que afirma que prostituição é opção e que é feminista, sim, porque é uma “mulher livre, realizando a própria sexualidade”.

Por que decidiu deixar de ser advogada para se tornar uma acompanhante?

Fui muito assediada quando tinha escritório e tive sócios mega machistas, que ganhavam mais do que eu e que não me deixavam ficar responsável por alguns casos, só porque eu era mulher. Aquilo me irritava. Abandonei a advocacia, fui fazer mestrado e me tornei professora da Universidade de Cuiabá. Só que, na faculdade, aconteceu à mesma coisa, assédio por todos os cantos. Nessa época, me separei do meu marido e decidi que o que eu queria mais era fazer sexo.

Há quem defenda a tese de que prostituição é falta de opção por outros trabalhos. Concorda?

Não. As mulheres topam trabalhar com prostituição porque querem ganhar dinheiro, porque gostam muito de sexo, ou ambos. Essa ideia de ausência de opção é vitimismo e não cola. As mulheres, com raríssimas exceções, se prostituem pra comprar celular de última geração e se vestirem bonitinhas. E tudo bem, sabe?

Estamos em 2018 e acho uma besteira as feministas radicais dizerem que, na prostituição, os homens compram nosso consentimento. Não compram. Elas podem dizer sim, não, obrigada. A partir do momento em que ela é obrigada a fazer, é estupro. E estupro é crime. O mesmo vale para meninas que são exploradas sexualmente. Crime, também.

Quanto você cobra?

A hora são R$ 650, o pernoite, R$ 4.500, e se ele quiser me levar para jantar, aquela balela além de trep**, mais R$ 1.000. Eu janto sozinha, não preciso de companhia de cara desconhecido querendo fazer o bom moço.

O preço sobe quando atende político que rouba muito?

Não. Já saí com vários políticos, mas nunca candidatos a presidente ou governador, porque é muita exposição para mim. E se o cara for de extrema-direita, da bancada evangélica, ruralista ou da bala, caio fora.

As mulheres precisam parar de fetichizar políticos. Os caras têm grana e são os únicos que choram pra que eu abaixe o preço da minha hora. A maioria oferece R$ 200.

Muitos clientes carentes?

Sim. Um deles perguntou se durante a transa poderia me chamar pelo nome da ex. Eu disse que não e que era melhor ele ir embora e só voltar quando estivesse mais estável emocionalmente. Ele me pediu desculpas, pagou e, depois de dois meses, voltou outro cara. Aí nos demos bem.

O que você odeia que um cliente faça?

Odeio que me chamem de amor; nem conheço o cara, como ele pode dizer que me ama? Também detesto homem egoísta na cama. Um dia desses, um cara me chamou para tomar um vinho num restaurante. O programa acabou ali mesmo porque ele tentou me convencer que o Bolsonaro era legal. Falei: “Amigo, depois disso, nem viagra feminino resolve”.

O que você faz imediatamente depois que um cliente vai embora?

Como bacon. Adoro. Minha mãe, que mora comigo, coloca bacon pra mim numa panela sempre que tem um cliente em casa. É uma panela que frita sem óleo. Fica bem crocante.

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