Macapá: professor cria biblioteca em parada de ônibus para incentivar a leitura

bibliotecaPassageiros de transportes coletivos da Zona Sul de Macapá se surpreendem ao se deparar com uma biblioteca na parada de ônibus localizada na Rua Doutor Braulino, no bairro Universidade. O projeto intitulado “Ler é pai d’égua” busca incentivar a leitura e proporcionar conforto à população.

A ideia partiu do professor de ciências da computação, Rafael Pontes Lima. Ele conta que o projeto surgiu quando construía uma vila de kitnets em homenagem aos pais Elza Pontes e Francisco Lima.

A palavra “Pai D’égua” é uma expressão típica regional. O nome foi escolhido pelo educador para também dar destaque à cultura local.

A biblioteca fica localizada em frente a vila e o espaço ganhou bancos e cobertura, tudo construído com materiais reciclados. Os passageiros podem levar ou emprestar os livros, revistas e jornais, assim como colaborar com o acervo, que é disponível gratuitamente.

“A gente construiu os bancos e as prateleiras com madeiras recicladas e resto de obra. A ideia era levar um pouco mais de leitura, conhecimento e também de aconchego para quem espera pelo ônibus”, explicou.

O professor faz uma campanha nas redes sociais para arrecadar ainda mais livros. Para ele, a doação de qualquer material de leitura é importante para o prosseguimento do projeto. Além disso, o espaço pode ajudar escritores e artistas que buscam divulgação do trabalho pessoal.

“O livro é um negócio que a gente tem ciúmes, mas devemos dar vida a ele. É algo que tem que se movimentar, passar conhecimentos, levar ideias e realizações. Nossa meta é essa, ter um projeto colaborativo”, disse.

Lançado oficialmente no sábado (7) a biblioteca já conta com opções na prateleira. Rafael quer que mais gente se inspire a desenvolver projeto similar em outros espaços da cidade.

“Desde o lançamento da biblioteca muitas pessoas me ligaram, passaram por aqui e fizeram suas doações. Elas comentaram que querem levar a ideia também para seus bairros e até para outros municípios”, finalizou o professor.

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