Pará é o 4º no ranking de pessoas com hanseníase

No Dia Nacional de Combate à Hanseníase, um dado preocupante no Pará: o estado é o quarto no ranking de pessoas com a doença. O diagnóstico precoce é importante para o sucesso do tratamento, explicam especialistas. Parauapebas e a região sul do estado inspiram atenção da Secretaria de Saúde Pública do Pará com relação à hanseníase.

“Embora todos os municípios tenham um programa implantado, nós temos uma cobertura de apenas 55% na atenção básica. Hoje a saúde está municipalizada, e cabe a cada município ampliar a sua cobertura”, diz o coordenador de combate à hanseníase Carlos Cruz.

No Pará, são quase 30 doentes para cada 100 mil habitantes. Por isso o estado é considerado de alto risco para a doença. Em 2017 foram registrados 2.351 casos, número pouco menor que os 2.489 casos de 2016.

Para tentar melhorar a situação no Pará e em todo o Brasil, o Ministério da Saúde lançou em Belém uma campanha nacional de combate à doença. O ministro da saúde Ricardo Bastos fez o lançamento junto com representantes do governo do estado e dos municípios. Movimentos sociais ligados às vítimas da doença entregaram uma carta pedindo ações mais efetivas para o fim da hanseníase.

Waltuir de Oliveira mora em Parauapebas, sudeste do estado, e faz tratamento contra a hanseníase há quase um ano. O diagnóstico da doença veio tarde, e, por isso, as manchas pelo corpo ainda são visíveis. Mas o pintor conta que vem melhorando. “Meu corpo estava inchado, infeccionado. Eu não conseguia nem andar e agora já estou melhor”, diz.

O ministro visitou o Portal da Amazônia, onde uma ação foi montada para atender a população. Segundo ele, um dos objetivos do Ministério da Saúde é melhorar as medicações e a efetividade do tratamento e aumentar o tempo de tratamento.

Na ação, duas pessoas foram diagnosticadas com a doença. Os pacientes receberão tratamento gratuito nas unidades de saúde.

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