Prefeitura de Belém perde os recursos para conclusão o BRT

Negligência, total falta de compromisso com a população. Assim os vereadores de oposição estão se referindo à gestão do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB). Eles receberam a notícia de que por perda de prazo, a prefeitura ficará sem R$ 99 milhões em recursos federais para continuar as obras do BRT da Avenida Augusto Montenegro até Icoaraci.

A Prefeitura chegou a receber um último alerta em forma de nota técnica emitida pelo Ministério das Cidades, um mês antes da data-limite, em novembro de 2017, de que sem as devidas licenças o dinheiro não viria, mas nada foi feito. Os parlamentares da Câmara Municipal de Belém já entraram na justiça contra o prefeito por omissão.

Um dos que mais brigou pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o que de fato é feito com os recursos destinados à maior e mais demorada obra de mobilidade urbana da capital paraense, foi o vereador Fernando Carneiro (PSOL). “Zenaldo já tinha reconhecido, pelo Plano Plurianual (PPA), que não teria condições de finalizar o BRT até o final do mandato, então a gente fica sem se surpreender, mas lamenta, porque é a população que sofre”, diz Carneiro.

Ele lembra que o prefeito não usa o BRT e não anda pela Augusto Montenegro, então não sabe dos transtornos dessa obra interminável. “Não à toa ele blindou a CPI que tentamos abrir, e assim como denunciamos essa manobra à Justiça, vamos denunciar essa omissão ao Ministério Público, ver o que pode ser feito”, avisa.

SUPERFATURAMENTO

Igor Normando, do PHS, lembra que já há até relatório da Controladoria Geral da União (CGU) apontando mais de R$ 40 milhões em superfaturamento desde o início das obras, além de licitações diversas, mudanças de projeto. “Virou um engodo. A população se acostumou, não acredita que vai acabar. É uma lenda urbana. O que se tinha antes era superfaturamento e gasto, e agora a negligência é técnica”, diz. “Acredito que já se está pagando o triplo do que a obra deveria ter custado, e a Prefeitura segue se endividando”, lamenta o vereador.

 

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