Pedreiro encontra relíquia do século XIX enterrada em aterro

O pedreiro Volmir Nascimento de 51 anos, morador do bairro do Telégrafo teve o privilégio de encontrar uma relíquia da história de Belém. Ele encontrou uma garrafa utilizada para guardar refrigerante em embarcações durante o Ciclo da Borracha, no final do Século XIX.

Duas outras garrafas do mesmo tipo encontrado por Volmir integram o acervo arqueológico existente na Estação das Docas. O pedreiro ainda não sabe o que fará com o utensílio, mas tem consciência do valor histórico da garrafa, feita de vidro esverdeado e espesso, com fundo arredondado e as inscrições em alto relevo: “Belfast” e “Ross’s”. “Por enquanto, eu vou guardá-la”, disse ele, ontem, em sua casa.

Nascido no Rio Grande do Sul, Volmir mora em Belém há 30 anos. Ele contou que há cerca de um mês adquiriu um uma área de terra. “Quando fui mexer no aterro, vi um torrão amarelo. Ao passar a enxada por cima dele notei que havia algo dentro. Era a garrafa”, relatou. Como percebeu logo que a garrafa era diferente, Volmir resolveu guardá-la. “Eu levei a garrafa para casa e lavei. Um filho meu, que mexe com informática, interessou-se por ela e pesquisou sobre o assunto na internet, descobrindo que há duas garrafas desse tipo na Estação das Docas”, lembrou Volmir.

O aterro no qual estava a garrafa é proveniente de uma área em obras localizada na confluência das avenidas Marechal Hermes e Visconde de Souza Franco, segundo indicação dada pelo próprio pedreiro. Pesquisas da família indicaram também que as garrafas eram utilizadas como lastro para equilibrar os navios nas águas quando estavam sem carga a ser comercializada na região.

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