Os “Riquinhos” da PM

Um cabo da Polícia Militar do estado do Pará conhecido por “Betinho”, é alvo de investigação por haver comprado um lote de terras em um condomínio fechado de alto luxo na BR 316, no valor de R$168.000,00 a vista, já tendo iniciado a edificação de um imóvel residencial com valor venal de aproximadamente R$350.000,00. A transação comercial chamou a atenção de outros locatários do condomínio que deduraram o cabo. Agora pelo Promotor de Justiça Armando Brasil, fora determinado a abertura de Investigação para apuração da origem da grana usada pelo “Betinho”, que já possui algumas broncas envolvendo traficantes de entorpecentes inclusive um teria sido assaltado por “Betinho” dentro de um lava-jato, no bairro da Cabanagem, levando “Betinho”, relógio de pulso; cordão e dinheiro do traficante conhecido por… Em outra investigação está o sargento Lúcio integrante do Batalhão de Policia Rodoviária da PM/PA, que acabara de comprar um automóvel utilitário da marca FIAT tipo Toro, dando como entra mais de R$60.000,00 em dinheiro. Na linha das apurações o sargento Lúcio teria arrecadado dinheiro usando da função de administrador no P-1 daquele Batalhão, levando a pontos estratégicos outros policiais que fazem pagamento para seus deslocamentos especiais.

Bem cabe a este comentário, o que disse Graciliano Ramos: “Funcionários Públicos ganham o suficientemente para viver endividado, por isso todo aquele que se dispõe a fazer parte do serviço público deve saber que jamais ficarão ricos ou milionários, senão recebendo uma gorda herança, casando com mulher ou homem rico ou, o que não é aconselhável, cedendo aos encantos da corrupção e dos desonestos. Poderão até viver bem com seus limitados salários acima da média da nação brasileira, mas jamais viverão nababescamente. Quando isto ocorre estamos diante de servidor público que enriqueceu no exercício da sua atividade, estamos diante de um ladrão, inexiste outra denominação para ele”. No caso em comento; ELES!

A Lei Nº 6.833, de 13 de fevereiro de 2006, institui o Código de Ética e Disciplina da Polícia Militar do Pará, e dentre tantos artigos destaca-se o Art. 19, onde os Sinais de riqueza incompatíveis constitui grave violação, e no seu § 1º assevera que “Compete aos comandantes fiscalizar os subordinados que apresentarem sinais exteriores de riqueza incompatíveis com a remuneração do respectivo cargo, fazendo-os comprovar a origem de seus bens mediante instauração de procedimento administrativo, observada a legislação específica.

As apurações foram determinadas pelo Promotor de Justiça Armando Brasil Teixeira, e cabeças de oficiais comandantes dos “riquinhos” deverão rolar, quiçá, pela condescendência Criminosa.

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