Não deu pra quem quis as mercadorias vendidas em bazar social em Belém

bazar socialCentenas de pessoas não conseguiram comprar no primeiro dia da ação solidária “Santo Bazar Social Belém”, que começou nesta terça-feira (31) e segue até o próximo sábado, 4, das 9h às 19h, em uma das salas da Computer Hall, na Rua Antônio Barreto, entre a Travessa 9 de janeiro e a Avenida Alcindo Cacela, bairro do Umarizal. Ao longo do dia, do lado de fora, a fila estava extensa e, por volta das 15h30, chegou até a Travessa 9 de Janeiro. Antes das portas abrirem, a fila era tão extensa que ocupava quase todo o quarteirão.

Houve muito empurra-empurra, tentativa de obstrução da grade pelo público e a Polícia Militar foi acionada para dar apoio à segurança do local. O trânsito também foi prejudicado, porque, na tentativa de entrar no estacionamento do lugar, carros formavam fila dupla ou ficavam parados em frente ao espaço. Um guarda da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) tentava organizar o trânsito, na esquina da Antônio Barreto com a 9 de janeiro.  Os congestionamentos iam até a avenida Duque de Caxias.

O bazar solidário oferece produtos de até 70% abaixo do preço de mercado e beneficia três instituições de caridade: Abrigo São Vicente de Paulo, Instituto Felipe Smaldone e a Escola Salesiano do Trabalho. O evento oferece mais de 70 mil bens apreendidos pela Receita Federal, que os doou às entidades. Entre os produtos à venda estão roupas, eletrônicos, brinquedos, acessórios, perfumes, produtos de beleza e outros. De acordo com a Receita Federal, a venda de mercadorias no bazar fica limitada ao valor de R$ 1.500 por pessoa física, com CPF. As mercadorias não podem ser utilizadas para venda no comércio, não possuem garantia e não podem ser trocadas. Serão aceitos cartões de debito, crédito e dinheiro nas compras. É indispensável a apresentação do CPF e RG para aquisição dos produtos.

Segundo Silvia de Paula Cruz, presidente do abrigo São Vicente de Paulo, uma das instituições beneficiadas com o evento, explicou que com a venda dos produtos a expectativa é reverter em prol dos projetos sociais desenvolvidos no atendimento a pessoas extremamente carentes. “Queremos obter valor considerável para fazermos o telhado e instalar as placas eletrônicas no Abrigo São Vicente de Paulo, fazer uma piscina nova para o Felipe Smaldone e uma quadra para a Escola Salesiano do Trabalho”, disse.

A coordenação do evento afirmou estar surpresa pela grande demanda de pessoas e disse que o bazar oferece espaço para atender 600 pessoas por dia. “Conseguimos esse espaço por meio de parceria, e hoje não temos condições de atender a todos, porque temos que garantir condições de segurança, para que tudo transcorra bem. Não imaginávamos que teriam tantas pessoas e segue até sábado. Pela manhã, vamos sempre distribuir senhas. A parte de eletroeletrônicos, como os iphones e celulares, já terminaram. Os produtos ficam até 70% abaixo do preço de mercado”, informou Silvia.

O barbeiro e instrutor na área, Éliton Silva, 33 anos, chegou às 8h e, depois de muita luta, às 16h, consegui senha para retornar de manhã. “Acredito que não agiram de má fé, mas a organização do evento foi muito deficiente, porque o local não é grande e a procura pela população foi muito grande. Colocaram as grades, chamaram a Polícia Militar para conter o povo, porque a fila chega na Travessa 9 de Janeiro e, infelizmente, deu toda essa confusão de pessoas se machucando, má educação, empurra-empurra e espero que amanhã (hoje) melhore. Eles distribuíram somente 600 senhas e não consegui. À tarde, deram mais 150 para de manhã e consegui”, contou Silva, que mora em Icoaraci e pretende comprar equipamentos de som e videogame.

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