Mediação educomunicativa

Mediação educomunicativaA mediação educomunicativa que viabiliza a “educação como prática de liberdade”, como pretendia Paulo Freire (1999), na qual demanda uma mediação crítica, política e dialética, diferente da educação tradicional e colonial e da alienante e unilateral comunicação hegemônica. na visão de Mario Kaplún (1999), essa mediação dialógica de uma comunicação educativa tem potencial para transformar e promover o sujeito social e politicamente, ou  seja, emancipá-lo.

Mediação educomunicativaA educomunicação é um campo interdisciplinar que carrega no seu cerne a ação interventiva na realidade cotidiana de ambientes formais, não formais e informais de aprendizagem. Para tanto, apropria-se de uma gestão horizontal e colaborativa, respeitando e potencializando as singularidades e as pluralidades dos participantes do processo comunicativo e educativo, desencadeando uma trans/formação gradativa nos sujeitos através do direito à livre expressão e a comunicação.

Mediação educomunicativaEsse processo dialógico e emancipatório ocorre porque a educomunicação proporciona abertura e espaços para inclusão equitativa da diversidade de indivíduos que têm, muitas vezes, suas subjetividades adormecidas e seus saberes ignorados pela educação e pela comunicação tradicional e colonial. Essa forma relacional, fluida e democrática de educar comunicando e de comunicar educando proporciona a insurgência de sujeitos críticos e políticos que desejam intervir na realidade ao invés de sofrer intervenção da mesma, que já se apresenta editada pelas convenções sociais e pela mídia hegemônica e colonialista.

Essa metamorfose emancipatória ocorre porque, nos processos educomunicativos, há liberdade e espaço para proposições e suposições, consensos e dissensos, que impulsionam o repensar de atitudes e de discursos e a re/significação de valores e subjetividades que resultam em autonomia no pensar, no interagir e no intervir.

Nessa perspectiva, a educomunicação pode dar conta de uma mediação compreensiva, inovadora e democrática, mas também de trans/formação política e cidadã, principalmente pela sua natureza dialógica e plural, pois se trata de um espaço de interação, de negociação e de entendimento discursivo, ou seja: um campo de ação política, entendida como o lugar de encontro e debate da diversidade de posturas, das diferenças e semelhanças, das aproximações e distanciamentos.

Espero que tenham gostado da nossa coluna semanal Educomunicação no jornal Estado Online, um espaço educomunicativo democrático, aberto e participativo. Se você gostou comente, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Um grande abraço a todos e até a próxima semana.

Prof. Vitor Sousa Cunha Nery

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