Justiça do Pará condena homem por matar a esposa queimada

Jurados do 3º Tribunal do Júri de Belém condenaram, na última terça-feira (18), Davi Alves Ferreira, de 20 anos, acusado de queimar e provocar a morte da esposa Ilany Lobato dos Santos, de 26 anos, em agosto de 2015, na capital. O júri acatou a tese da promotoria de que o réu praticou homicídio qualificado e a pena foi fixada em 18 anos de reclusão a ser cumprida em regime inicial fechado no sistema penal.

Ilany morreu em agosto de 2015, vítima de queimaduras de segundo grau em 75% do corpo, de acordo com o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, onde estava internada. O crime ocorreu no bairro de Val-de-Cães, em Belém, no dia 8 de agosto. De acordo com testemunhas, Davi já havia ameaçado diversas vezes matar a esposa queimada e, segundo a polícia, ele jogou gasolina e ateou fogo na própria mulher. Ela era mãe de três crianças, com sete, cinco e três anos de idade. O acusado foi preso em flagrante logo após a tentativa de assassinato e, na época, alegou que tudo ocorreu de maneira acidental.

Parentes da vítima e um dos policiais que prestou ocorrência compareceram para depor e confirmaram as acusações contra Davi Ferreira. Em interrogatório presidido pela juíza Ângela Alice Alves Tuma, Davi Alves Ferreira alegou que não tinha intenção de matar a esposa, com quem vivia há três anos, e reafirmou que teria sido um acidente. O defensor público Rafael Sarges, que atuou em defesa do réu, sustentou a tese desclassificatória do crime justificando que ele não teria sido intencional. Porém, a tese foi rejeitada pelos jurados, por maioria dos votos.

Via G1 Pará

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