Pará tem a gasolina mais cara do norte e a nona mais cara do país

Infelizmente é uma triste constatação. O Pará tem a quarta gasolina mais cara da região Norte e a nona mais cara do País. É o que mostra uma pesquisa do velho conhecido DIEESE-Pa com base em dados da Agencia Nacional do Petróleo (ANP). O estudo foca no mês de maio, quando o preço médio do litro da gasolina comercializada em postos de combustíveis do estado voltou a ficar mais caro em relação aos preços médios verificados no mês de abril. Em maio chegou a R$ 4,401 em média.

Segundo o Dieese, o ano iniciou com o litro da gasolina sendo vendido a R$ 4,268 em média. Em fevereiro subiu para R$ 4,270. O menor preço sendo vendido a R$ 3,799 e o maior a R$ 5,050. Em março foi vendido em média a 4,246 com o menor a R$ 3,799 e o maior a R$ 5,040.

Em abril a média teve nova elevação para R$ 4,291 com R$ 3,820 o menor R$ 4,900 o maior preço encontrado. Por fim, em maio, a média de preço disparou para R$ 4,401, com o menor preço custando R$ 3,929 e o maior R$ 5,249.

Em média o preço da gasolina mais cara do pais no mês passado foi comercializada no Acre, custando em média R$ 4,938, seguida do Rio de Janeiro custando em média R$ 4,769. Minas Gerais custava em média R$ 4,569, Amazonas R$ 4,536, Ceará R$ 4,561, Tocantins R$ 4,524, Rio Grande do Sul R$ 4,465, Goiás R$ 4,422 e Pará R$ 4,401.

PREÇOS MÉDIOS DO LITRO DA GASOLINA NOS CINCO PRIMEIROS MESES DE 2018 (JAN-MAI) NO PARÁ

Preço médio     Menor preço     Maior preço

Jan         R$ 4,268               R$ 3,799               R$ 5,040

Fev        R$ 4,270               R$ 3,799               R$ 5,050

Mar        R$ 4,246               R$ 3,799               R$ 5,040

Abr        R$ 4,291               R$ 3,820               R$ 4,900

Mai        R$ 4,401               R$ 3,929               R$ 5,249

Fonte: DIEESE-PA

O Sindicato dos Combustíveis-PA justifica o alto preço no Pará com as grandes dimensões do estado. “Assim, o transporte do combustível até a grande maioria dos municípios encarece demasiadamente. Infelizmente estamos muito longe das refinarias, diferente da grande maioria dos estados”, relata o sindicato.

Ainda segundo o órgão, a elevadíssima carga tributária incidente sobre toda a cadeia de produção, distribuição e revenda dos combustíveis também tem dificultado a vida do paraense no que tange ao consumo de combustível. “Para se ter uma ideia, só de tributos estaduais pagamos 28% para a gasolina, 17% para o óleo diesel e 25% para o etanol. Isso coloca o Pará como um dos Estados com maior tributação estadual incidente sobre os combustíveis no Brasil, inclusive com risco de entrada de produto clandestinamente de outros estados”, diz o SidCombustíveis-PA.

Estados como São Paulo e Santa Catarina, têm alíquota de ICMS de 25% para gasolina e 12% para o óleo diesel. São Paulo também tem alíquota de ICMS de apenas 12% para o etanol. Tal diferença, inclusive, faz com o que o Etanol não seja praticamente comercializado no Pará, por não compensar ao consumidor como substituto da gasolina. Poucas pessoas sabem, mas a gasolina leva adição de 27% de etanol, o que no Pará faz com que o produto tenha um valor maior do que São Paulo, por exemplo, onde apenas 12% de alíquota de ICMS incidem no produto.

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