Festival Amazônia Mapping com shows de rock ao carimbó e projeções visuais

Festival Amazônia MappingNeste sábado, 25, artistas visuais apresentam obras inéditas na fachada do Palácio Antônio Lemos. Noite traz ainda shows de Aíla, Strobo e Orquestra Pau e Cordista de Carimbó. A 3ª edição do O Festival Amazônia Mapping (FAM) transforma a arquitetura com grandes imagens em movimento, que serão projetas na fachada do Palácio Antônio Lemos. A noite traz shows de rock, pop, carimbó, guitarrada, rap e poética de resistência, num diálogo inédito entre os artistas visuais convidados e bandas paraenses.

O Strobo será uma das atrações musicais do FAM. Formado por Arthur Kunz e Léo Chermont, o duo alia à música instrumental uma roupagem pop, rock, jazz e carimbó. Um dos jovens talentos paraenses de maior repercussão no Brasil, Aíla traz ao FAM o novo formato do show “Em Cada Verso Um Contra Ataque”.

A Orquestra Pau e Cordista de Carimbó também se apresenta no Festival. No repertório, clássicos do ritmo mais marcante do Pará inovados com batidas de rock, funk e música eletrônica.

A noite traz ainda a poética com Shaira Mana Josy e Ádrian Lima, dupla que integra o Slam Dandaras do Norte, grupo que surgiu este ano e promove rodas de apresentação de rap e poesia ativista. A DJ Carol Pabiq também é convidada da noite e mostra seu set repleto de batuques afros e música eletrônica.

Artistas de diversas regiões do país e com trajetória internacional são os convidados da noite. Um dos brasileiros mais premiados em festivais de mapping ao redor do mundo, Ricardo Cançado (MG) vai apresentar “Geometria Sagrada”.

A obra combina várias técnicas: animação 2D, 3D e colagens com imagens e referências visuais do passado, para tratar da relação do homem com o cosmos e a natureza. Imagens das constelações e planetas fazem parte de uma narrativa geométrica, onde formas orgânicas e circulares bailam no espaço construindo imagens e simbologias sagradas.

Keila Serruya, artista visual e cineasta de Manaus (AM), apresenta “De gira e mato”, inspirada na espiritualidade milenar do povo preto. A obra traz a experiência de um banho de ervas, tradição ligada à purificação do corpo e espírito.

Também premiado em diversos eventos de artes visuais pelo mundo, Lucas Bambozzi (SP) apresenta o projeto “Multidão”, que retrata grupos em atos de representação política em relação às particularidades do local onde é exibido. Apresentado em várias cidades desde 2006, a versão do projeto pala Belém será um híbrido de instalação e projeção mapeada.

Artistas paraenses também integram a programação. Nando Lima, artista multimídia, performer e diretor teatral, apresenta “Amazonian Dark Earths”, uma narrativa distópica sobre o futuro da floresta. Haverá ainda a mostra “Outras superfícies”, com Keyla Sobral, que vai transpor suas criações em desenho e fotografia para a projeção, além dos Rodrigo dos Palmares, de Natal (RN), e Paulo Trindade, de Manaus (AM).

A curadoria e idealização do Festival Amazônia Mapping é de Roberta Carvalho, artista visual paraense. A programação é realizada pela 11:11 Arte, Cultura e Projetos, com patrocínio da Vivo via Lei Semear, do Boulevard Shopping, via Lei Tó Teixeira, e com parceria do Museu do Estado do Pará (MEP).

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