EUA aprovam nova vacina contra Herpes-zóster também conhecida como cobreiro

Os Estados Unidos aprovaram uma nova vacina contra a Herpes Zoster, doença vulgarmente conhecida como cobreiro, que faz provoca bolhas na pele, causa uma dor insuportável e pode deixar sequelas permanentes.

A Shingrix, produzida pela GlaxoSmithKline foi aprovada pelo FDA, agência que regulamenta remédios e alimentos nos EUA, em outubro. A vacina é recomendada para pessoas acima dos 50 anos e promete eficácia maior contra a doença, de 90%. Ainda não há previsão de quando a vacina deverá chegar no Brasil.

O tratamento atual envolve medicamentos antivirais e analgésicos e, quanto mais cedo o paciente buscar o hospital, maior as chances de sucesso. O princípio ativo utilizado para conter a herpes-zoster, o aciclovir, evita a expansão das lesões, mas só tem efeito se tomado até 72 horas após o aparecimento dos sintomas. Por isso, rapidez na busca de ajuda é essencial.

“Após 72 horas, não pode mais usar o remédio, então a demora no diagnóstico pode levar à perda do timing de tratamento. Quando isso acontece, trata-se a dor e as outras características, mas não a doença”, explica explica Maisa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

A única maneira de prevenir a infecção, que pode ocorrer várias vezes, é por meio da vacinação. O imunizante, contudo, não é 100% eficaz, está disponível somente na rede privada e custa, em média, R$ 450.      A única forma de prevenir a herpes-zóster é por meio de uma vacina contra o varicela-zóster na vida adulta.

Desde 2014, o Brasil conta com uma, a Zostavax, produzida pela Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. No entanto, o produto está disponível somente na rede privada e tem indicação apenas para aqueles acima dos 50 anos. Pessoas antes dessa faixa etária, como Conde e Deborah, não são elegíveis para o imunizante.

“A bula recomenda a vacina para a partir dos 50 anos e não há estudos sobre o seu efeito em pessoas abaixo dessa faixa etária. Na minha prática clínica, nunca fiz antes [vacinar uma pessoa abaixo dos 50 anos]”, afirma Kairalla.

A vacina, contudo, não é sinônimo de proteção total. De acordo com a fabricante, o produto tem eficácia média de 70% – o que significa que três em cada dez pessoas que tomam a vacina podem vir a desenvolver a doença ainda assim.            No entanto, ressalva Kairalla, sua administração pode evitar a neuralgia pós-herpética, a condição dolorosa que pode permanecer após a doença.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here