Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor fazem vistoria em área do conflito em Pau D’Arco

Representantes da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor (CDHDC), da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará), visitaram hoje, 26, a comunidade onde ocorreu um possível confronto entre policiais e trabalhadores rurais no município de Pau D’Arco, sudeste paraense. O objetivo foi levantar informações a fim de elaborar um relatório sobre o caso e também prestar solidariedade às famílias das vitimas.

Ontem (25), a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pará (OAB-PA), informou que pedirá o afastamento imediato de todos os policiais civis e miliares envolvidos na operação que resultou na morte das 10 pessoas na fazenda Santa Lúcia. As famílias das vítimas já estão sendo ouvidas na sede da OAB-PA em Redenção e os depoimentos serão enviados para a sede da ordem em Belém quando forem concluídos.

Os corpos dos trabalhadores chegaram ontem em Redenção e devem ser enterrados durante o dia de hoje. Veja os nomes das vítimas:

Identificados em Marabá:

1. Weldson Pereira da Silva

2. Nelson Souza Milhomem

3. Weclebson Pereira Milhomem

4. Ozeir Rodrigues da Silva

5. Jane Julia de Oliveira

 

Identificados em Parauapebas:

1. Regivaldo Pereira da Silva

2. Ronaldo Pereira de Souza, de 40 anos

3. Bruno Henrique Pereira Gomes

4. Antonio Pereira Milhomes, de 50 anos

5. Hércules Santos de Oliveira
O caso

Na manhã da última quarta-feira (24), durante o cumprimento de 16 mandados judiciais na região da Fazenda Santa Lúcia, a 60 quilômetros de Redenção, sudeste paraense, policiais teriam sido recebidos a tiros por um grupo que ocupava o local.  Durante o confronto, nove homens e uma mulher foram mortos no local. A Secretaria de Segurança informou que dos 10 mortos, quatro estava com mandados de prisão decretados pela justiça. Após a ação, a polícia apreendeu 11 armas de grosso calibre, incluindo um fuzil 762 e uma pistola Glock modelo G25 que estavam com as vítimas. Ainda segundo a Secretaria, na última sexta-feira (19), o grupo teria sido responsável por atear fogo na fazenda e ameaçar os funcionários da mesma.

 

Versão contestada

Parentes das vítimas que morreram na última quarta-feira, em ação da polícia na fazenda do sudeste do Pará, contestaram ontem (25) a versão oficial de que houve confronto e troca de tiros no local. Segundo eles, a polícia chegou atirando nos trabalhadores.

“Três sobreviventes do local, que conseguiram escapar, contam essa mesma história: eles estavam acampados, debaixo de uma lona, quando a polícia chegou e já foi atirando em todo mundo, sem chance de defesa”, disse um homem que pediu para não ser identificado. A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por sua vez, informou que os policiais militares foram recebidos a tiros na fazenda Santa Lúcia.

 

Fonte: Portal ORM

 

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