Comissão de Direitos Humanos da Alepa descarta hipótese de confronto em chacina no Pará

A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Pará descartou a possibilidade de que a morte de 10 pessoas na fazenda Santa Lúcia, sudeste do Pará, ter sido resultado de um confronto com a polícia. A partir de um relatório apresentado na manhã desta terça-feira, 30, a comissão afirma que a quantidade de mortos de uma mesma família de líderes rurais indica que “é plausível afirmar que a operação tinha o propósito velado de desmantelar qualquer capacidade de rearticulação da ocupação favorecendo os pretensos proprietários e encerrando de vez o conflito agrário”.

O relatório de 18 páginas foi feito com base em depoimentos colhidos pelos parlamentares durante uma visita aos municípios de Pau D’arco e Redenção, para onde os corpos das vítimas foram levados, e aponta o Estado como responsável pela chacina.

“O governo do estado não consegue fazer cooperação com a União para mitigar a situação, gerando um tensionamento nos conflitos daquela região. Essa tragédia aconteceu com o braço, a anuência do estado. Não queremos criminalizar corporações, mas avaliar o fato em si, as 10 mortes, e o governador está sendo omisso”, disse o deputado Lélio Costa, da Comissão de Direitos Humanos.

Chacina- Nove homens e uma mulher morreram no dia 24 de maio durante ação das polícias civil e militar que tinha como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva contra Antônio Pereira Milhomem, Ronaldo Silva dos Santos e Jane Júlia de Oliveira, suspeitos de envolvimento na morte de um vigilante da fazenda.

Deputados questionam  ação da polícia

Os parlamentares relatam que os sobreviventes disseram que a agressão partiu dos policiais. Segundo esses depoimentos, as vítimas estavam abrigadas embaixo de uma lona, para se protegerem da chuva, e não portavam armas quando a polícia chegou. O relatório caracteriza as 10 mortes como execuções.

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