Chuvas intermitentes vão continuar até o mês de março no Pará

A intermitência das chuvas deve continuar até março, em todo o Pará, com precipitações de duas ou três horas de duração e poucas pausas, segundo apontou o Segundo Distrito de Meteorologia (Disme/Inmet). Nos últimos dias, as chuvas deram trégua apenas por curtos intervalos, caracterizados tão somente pela redução da intensidade, pois os chuviscos finos persistiram.

chuvas
Foto: Jader Paes/Diário do Pará

Trata-se de uma preocupação para quem mora próximo a um dos cerca de 50 pontos de enchentes e alagamentos existentes na capital, mapeados pela Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan). Um dos pontos mais conhecidos é o Canal José Leal Martins: com a sequência das chuvas do final de semana, o transbordamento era previsível. Várias vias foram prejudicadas, como a Passagem Napoleão Martins e a Travessa da Estrella, ambas no limite entre os bairros da Terra Firme e do Marco, onde os moradores tiveram de enfrentar a água e os riscos de doenças, logo cedo, para saírem de casa. Alguns pedestres não tinham outra opção senão tirar os calçados e colocar os pés na água suja.

Na Passagem Camapu, no bairro do Jurunas, mais enchentes. O túnel do Entroncamento também tem enchido com frequência, deixando o lastro de um problema grave: o trânsito mais lento. E o trânsito já lento da Avenida Augusto Montenegro chegou ao ritmo mínimo, quase parando, em consequência dos aguaceiros. Quem costuma passar pela Avenida João Paulo II já vai até com receio se houver sinal de chuva. Em Ananindeua, grande parte do bairro do Jaderlândia foi para o fundo.

A Prefeitura de Belém segue informando que está realizando obras de macrodrenagem na Bacia da Estrada Nova com o objetivo de acabar com os alagamentos nos bairros do Guamá, Condor, Jurunas e Cidade Velha. “Já os bairros do Marco e da Terra Firme devem ser beneficiados pelas obras do canal do Tucunduba, realizadas pelo Governo do Estado”. Ainda segundo a prefeitura, equipes atuam em vários pontos da capital com serviços de limpeza para reduzir os danos provocados pelos alagamentos.

José Raimundo Abreu, coordenador do 2º Disme, ressaltou que já choveu quase metade do que estava previsto para o mês de fevereiro, que tem a média histórica de 412,5mm ao longo de 28 dias. Desde o dia 1º já choveu cerca de 200mm. Só no sábado e no domingo, que tiveram uma chuva quase ininterrupta, foram 165 mm.

Em fevereiro do ano passado, choveu 597.9mm, em 26 dos 28 dias do mês. Em março, a média é de 447mm e choveu 686 mm, tendo havido precipitações em 28 dos 31 dias. Climas assim assemelham-se, ainda segundo Abreu, aos anos de 1948 e 1975. A previsão é de chuvas contínuas e longas, mas não muito intensas. em horários inesperados, incluindo a manhã ou a noite.

A forte chuva que vem caindo nos últimos dias no sudeste do Pará também provocou uma série de alagamentos no município de Parauapebas. Na manhã de ontem, moradores ficaram ilhados em vários bairros da cidade, sem conseguir sair de casa. A área do mercado municipal também ficou alagada e agentes de trânsito tiveram de orientar os motoristas, fazendo-os desviar das ruas que estavam alagadas. O nível do Rio Parauapebas subiu e equipes da Defesa Civil estão em alerta para qualquer emergência na cidade.

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