Chacina de Pau D’arco é discutida por deputados e comissões na Alepa

Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) recebeu na manhã de hoje, 05, a Comissão Externa Parlamentar da Câmara Federal para discutir junto a Comissão de Direitos Humanos, e Comissão de Segurança do Poder Legislativo Estadual, o caso da chacina de Pau D’arco. Na ocasião, além de discutir os relatórios feitos pelas comissões, foram ouvidas autoridades do Sistema de Segurança Pública do Pará sobre as mortes na fazenda Santa Lúcia, no sudeste paraense, no último dia 24 de maio.

A reunião foi convocada com o objetivo de produzir um relatório sobre o caso para encaminhar ao Governo Federal. Participaram da reunião deputados estaduais, delegados, representantes de associações de policiais e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A Comissão Federal esteve representada pelos deputados Edmilson Rodrigues, Éder Mauro e pela deputada Elcione Barbalho.

O início do encontro foi marcado por fortes discussões. O deputado federal Éder Mauro precisou ser contido pelos presentes na reunião ao questionar o deputado estadual Carlos Bordalo sobre o relatório feito sobre o caso pela Comissão de Direitos Humanos da Alepa, presidida por Bordalo. O relatório descarta a possibilidade de que as mortes tenham sido resultado de um confronto com a polícia.

Segundo Éder Mauro, Bordalo chegou à reunião dizendo que ia se retirar após ler o relatório da comissão de direitos humanos, e Éder Mauro teria questionado a postura, pois queria que ambos estivessem presentes na discussão do caso. Éder Mauro diz ainda que se aborreceu após ter sido chamado de facista pelo deputado Bordalo e partiu para cima dele. O deputado federal disse ainda que lamenta o ocorrido.

O deputado estadual Carlos Bordalo disse que se retirou da reunião e não voltou a participar porque teria sido agredido. Bordalo disse ainda que vai aguardar em seu gabinete os outros membros da comissão de direitos humanos para conversar sobre o que vão fazer a partir de agora.

Após o princípio de tumulto ocorrido no início, a reunião seguiu com tranquilidade, apesar da divergência de opiniões entre os presentes.

Relatório

Segundo o relatório apresentado no último dia 30 de maio, a quantidade de mortos de uma mesma família de líderes rurais indica que “é plausível afirmar que a operação tinha o propósito velado de desmantelar qualquer capacidade de rearticulação da ocupação favorecendo os pretensos proprietários e encerrando de vez o conflito agrário”.

O relatório de 18 páginas foi feito com base em depoimentos colhidos pelos parlamentares durante uma visita aos municípios de Pau D’arco e Redenção, para onde os corpos das vítimas foram levados, e aponta o estado como responsável pela chacina.

Com informações de G1 Pará.

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