Calor sobe no Pará e a conta de energia vai junto

Já é esperado. Na época do verão amazônico todo mundo usa mais o ventilador e o ar condicionado. O maior problema é que no fim do mês a conta de energia vem bem mais alta. Nas ruas todo mundo fica procurando uma sombrinha para amenizar o calor.

A temperatura medida na noite da última terça era de 33 graus. Isso, lembrando, era a noite.

Os ventiladores e o ar condicionado do designer Edilson Duarte passam o dia ligados. A temperatura baixou, mas subiu a conta de energia. “Chega a preocupar. Ganhamos conforto, mas as conta aumenta em média 30%”, diz. Ele informa que já preparou o bolso para pagar mais caro até dezembro, mês em que deve voltar o tempo chuvoso.

Muita gente não altera em nada a rotina em casa por causa do calor, mas, mesmo assim, está pagando uma conta mais alta. É que, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Anel), o consumo de energia no verão amazônico aumenta em média 15%.

O engenheiro eletricista Marcelo Folha explica que é porque o calor exige mais dos eletrodomésticos. “O sistema de refrigeração dos eletrodomésticos, seja de geladeira, freezer ou refrigerador de ar, provoca mudança física. Se a temperatura externa está muito alta, essa unidade precisa trabalhar muito para reproduzir a temperatura que ela quer”, esclarece.

Além da concessionária de energia do estado, as lojas lucram mais. Nos 12 primeiros dias deste mês, uma loja especializada em refrigeração em Belém teve um aumento considerável de vendas. “Tivemos um aumento de 30%”, diz o gerente da loja Guilherme Oliveira.

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