Ainda há Moro no Brasil

Tenho visto com pesar os ataques mesquinhos assacados contra magistrados.

Alguns dessas afrontas são dirigidos por pessoas em estado de debilidade dado os seus fracassos profissionais, mal amados, com inveja ou sofredores da síndrome de inferioridade, por ganhar salário inferior, não ter o cabedal de conhecimento jurídico e social, está arraigado em instituição falida e degenerada, não ter poder de decisão com respaldo das leis e por ai a fora.

Não tenho nenhuma procuração para fazer defesa de qualquer magistrado ou da classe geral. Porém, vivenciando os acontecimentos, sinto-me no dever de expor de forma aberta e universal, meu pensamento, que, aliás, é de um profissional de comunicação, que tem sim, visto as mazelas no âmbito Forense, estas sempre vindas de fora, por exemplo: Juíza envolvida com policial civil foi aposentada porque o companheiro além de policial fazia tráfico de drogas. Juíza envolvida com cabo da PM, aposentada porque o amasio era envolvido na máfia dos precatórios. Juíza casada com segurança é aposentada porque o marido vendia sentença. Juíza casada com traficante colombiano se envolve em confusão na delegacia. Juiz e policiais agridem detento do xadrez. Desembargadora é aposentada porque a filha engolia as custas judiciais. Desembargadora é aposentada porque filho acessava sistema eletrônico para vender decisões. Ministro é aposentado porque o irmão e filhos vendiam decisões suas. Daí por diante.

Assim, transcrevo parte de uma decisão de Roberto Bacellar (juiz de direito em Curitiba, mestre em direito pela PUC-PR e professor da Escola de Magistratura do Paraná), que também usei em minha defesa quando fui perseguido cínica e covardemente por um desembargador déspota e covarde, que hoje perambula pelos corredores dos Foros como pedinte a juízes que ele um dia ignorou, juntamente com sua matula de serviçais, vassalos e subservientes não menos bandidos institucionalizados.

Peço vênia

Em 1745, o rei Frederico II da Prússia, ao olhar pelas janelas de seu recém-construído palácio de verão, não podia contemplar integralmente a bela paisagem que o cercava. Um moinho velho, de propriedade de seu vizinho, atrapalhava sua visão. Orientado por seus ministros, o rei ordenou: destruam o moinho!

O simples moleiro (dono de moinho) de Sans-Soussi não aceitou a ordem do soberano.

O rei, com toda a sua autoridade, dirigiu-se ao moleiro: Você sabe quem eu sou? Eu sou o rei e ordenei a destruição do moinho!

O moleiro respondeu não pretender demolir o seu moinho, com que o rei soberano redarguiu: Você não está entendendo: eu sou o rei e poderia, com minha autoridade, confiscar sua fazenda, sem indenização!

Com muita tranquilidade, o moleiro respondeu: Vossa Alteza é que não entendeu: Ainda há juízes em Berlim!

Moral da história

É importante estimular a consciência cívica e rememorar a biografia desses grandes homens que fizeram a história da humanidade, para que não se percam os poderes de indignação e de ação.

O moleiro não sabia se os juízes em Berlim iriam decidir a seu favor e isso não era o mais importante.

O relato serve para não permitir o esquecimento sobre a importância da independência do magistrado – valor dele inseparável. A condição de livre, honesto, independente e obediente sim, mas apenas à lei e à sua própria consciência.

Como dizia Cícero em sua antítese: “Devemos ser escravos da lei para poder ser livres”.

“O direito é uma proporção real e pessoal, de homem, que, conservada, conserva a sociedade, corrompida, corrompe-a” (Dante Alighieri).

Essa história é verdadeira e, em momentos importantes, merece sempre ser lembrada, como vem sendo a epopeia Moro contra os bandidos Institucionalizados.

O moinho (símbolo de liberdade) ainda impera soberano ao lado do Castelo (palácio de Sans-soussi, em Potdsdam, cidade a 30 minutos de Berlim).

Graças a Deus, ainda há juízes no Brasil.

Diante de toda impunidade “oficial”; diante de todas as amostras explicitas de imoral corporativismo e troca de favores entre os membros dos três poderes; diante dos infindáveis escândalos dentro do próprio judiciário envolvendo juízes e desembargadores (dos quais apenas parte vai para a mídia), Ainda há Juízes no Brasil.

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