Advogada sofre calote da ASPRA

O Promotor de Justiça Armando Brasil estará recebendo denúncia contra o sargento da Polícia Militar do estado do Pará, Rossicley Ribeiro da Silva, que a frente da Associação de Praças do Estado do Pará – ASPRA aplicou o golpe do “Depois te pago” em uma advogada, que também ajuizará ação de cobrança contra referida associação, que tem como a administrá-la, a esposa do sargento Rossicley Ribeiro da Silva, Ewerlin Savala, que debochadamente disse à advogada que caso procurasse a Auditoria Militar que levasse um abraço ao intrépido Promotor, que agora chamará a denúncia à ordem.

A advogada durante os meses que trabalhou para ASPRA, em diligências para defesa dos interesses dos associados, suas despesas eram custeadas pela própria advogada, que no final do mês teria de ser reembolsada pela ASPRA via sargento Rossicley Ribeiro da Silva, e sua administradora Ewerlin Savala, o que não acontecera até os dias atuais, estando a ASPRA, salvo engano, como mais um rombo… Salvo engano!

Isso demonstra a falta de postura de um policial militar que assumindo a presidência de uma entidade de classe, não tem um mínimo de respeito pelos profissionais de Direito.

A Lei nº 6833/2006 institui o Código de Ética e Disciplina da Polícia Militar do Pará, e lá encontramos em seu Art. 14, a Deontologia Policial-Militar que é constituída pelos valores e deveres éticos, traduzidos em normas de conduta, que se impõem para que o exercício da profissão policial-militar atinja plenamente os ideais de realização do bem comum, mediante a preservação da ordem pública. Já no Art. 17, diz que são atributos inerentes à conduta do policial militar, que se consubstanciam em valores policiais militares dentre outros a cidadania; o respeito à dignidade humana;  a verdade real;  a honra;  a honestidade.

Ainda no Art. 17 em comento, vemos no § 3º que honra pessoal é o sentimento de dignidade própria, (…) no § 4º refere-se ao pundonor policial-militar que é o dever de pautar sua conduta com correção de atitudes, como um profissional correto. Exige-se do policial militar, em qualquer ocasião, comportamento ético que refletirá no seu desempenho perante a instituição a que serve e no grau de respeito que lhe é devido.

Ao enganar a advogada, o sargento Rossicley Ribeiro da Silva, a frente da Associação de Praças do Estado do Pará – ASPRA fere de morte, o que é o valor moral e social da instituição policial militar, e em assim agindo, certamente, deverá ser responsabilizado dentro dos valores do Direito.

Com a palavra o diligente Promotor de Justiça Armando Brasil Teixeira.

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