Abaetetuba recebe evento internacional de Pedagogia em novembro

abaetetubaPossibilitar a socialização, troca de informações e produção de conhecimento nas mais diversas áreas da educação. Este é o objetivo do IX Fórum Internacional de Pedagogia (FIPED) – Desafios Pedagógicos de uma sociedade em transe. Educação, Resistência, Liberdade, que será realizado entre os dias 08 e 11 de novembro, no Campus Abaetetuba da Universidade Federal do Pará, no município de Abaetetuba, Região do Baixo Tocantins, nordeste paraense.

O evento é uma realização da UFPA – por meio da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós Graduação (Propesp) – juntamente com o Instituto Federal do Pará, Prefeitura Municipal de Abaetetuba, Programa de Pós-Graduação em Currículo e Gestão da Escola Básica,  Programa de Pós-Graduação em Cidades, Territórios e Identidades e a Associação Internacional de Pesquisa na Graduação.

O Fórum está vinculado à Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia (AINPGP) – uma entidade jurídica, sem fins lucrativos – e irá reunir representantes de diversas universidades nacionais e estrangeiras para pensar e discutir políticas e fomentos para a pesquisa na graduação.

O Fórum faz parte das comemorações de 60 anos de existência da Universidade Federal do Pará (UFPA) e também dos 30 anos de funcionamento do Campus da UFPA do Baixo-Tocantins, bem como do curso de Pedagogia da Instituição.

Programação – O evento terá conferências, mesas de debates, grupos de trabalhos e oficinas, que são consideradas as quatro grandes ações do Fórum. São esperadas cerca de três mil pessoas do mundo todo, entre estudantes e profissionais, tanto da Pedagogia quanto de outras áreas da educação. As inscrições podem ser realizadas pelo site do evento.
Experiência – A estudante de Pedagogia do campus da UFPA de Belém, Lays do Socorro, de 23 anos, afirma que está ansiosa para participar do evento e acredita que o contato com estudantes e profissionais de outras regiões do Brasil e do mundo vai acrescentar muito na forma de ver a educação. “Logo que soube do evento fiz a inscrição. O que mais me chamou atenção é que ele é voltado para a graduação, e isso irá me auxiliar muito em algumas pesquisas”, analisa a estudante.

“Um dos grandes objetivos de realizar o evento em cidades como Abaetetuba é, justamente, a proposta de descentralizar os debates dos grandes centros urbanos. Vamos discutir este assunto tão importante em cidades do interior dos Estados, conhecendo e apresentando realidades e proporcionando vivências e troca de experiência para todos”, explica o vice-coordenador do Campus Universitário da UFPA de Abaetetuba e um dos coordenadores do FIPED, professor doutor Afonso Nascimento.

Edições anteriores – Esta é a 9ª edição do Fórum, que teve a 1ª edição em 2008, na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) – Pau dos Ferros/RN, tendo passado por outros Estados, como Bahia Piauí e Maranhão.
A cidade – Abaetetuba fica localizada na Região do Baixo Tocantins, nordeste do Pará, a cerca de 110 km distante da capital paraense, Belém. Ela é conhecida pelo forte setor produtivo e pelo grande número de estudantes, desde o ensino básico, até o ensino superior.

O FIPED é um evento anual e itinerante, e este ano escolheu a cidade de Abaetetuba por se tratar de um local que apresenta formas peculiares de ensino e aprendizagem, tendo como ponto forte a educação no campo, ilhas e estradas.

Um exemplo dessa peculiaridade é a professora Nilza Gomes, de 37 anos, que sai cedo para dar aulas. Ela mora no Rio Campompema, uma localidade que fica na Região das Ilhas, em Abaetetuba. A instituição fica lá mesmo, é a Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental São João Batista, que atende 230 crianças do 1º ao 5º ano. As crianças chegam de transporte escolar, feito por rabetas ou levadas pelos próprios pais.

Ela é graduada no curso de Licenciatura em Pedagogia das Águas, realizado pelo Campus Universitário da UFPA de Abaetetuba, que tem sede na cidade. “Este curso de graduação foi realizado para nós que já atuávamos nas ilhas e respeitou nossa realidade local, aqui, quando ensinamos sobre frutas, cores, números, sempre relacionamos à temáticas próprias como o açaí, o miriti, os festejos das comunidades”, conclui a professora Nilza.

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